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11 de abril de 2012 / Fábio Flatschart

Hipertexto : História e Evolução

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De maneira explícita ou implícita somos convidados a clicar ( e agora também tocar ) em dispositivos, telas e superfícies de todos tipos e tamanhos, onde cada uma destas ações é a promessa de um mundo ser descoberto, investigado, consumido ou apenas curtido…

Cada texto, cada botão, cada imagem amplia e potencializa o conteúdo tornando-o não linear, tornando-o super, hiper !

Hipertexto é um documento ou sistema formado por distintos blocos de informação (dados, textos, imagens, vídeos, sons) interligados por elos de associação.

Cada um destes blocos de informação é chamado de lexia ou nó, e representa o lugar onde o usuário / leitor / ouvinte do documento se encontra antes de seguir o caminho indicado pelo elo associativo. Em inglês elo é link, por isso não é difícil deduzir onde que esta conversa toda vai acabar. Esta parceria “nó & elo” é o motor do hipertexto, é ela que nos permite navegar entre os diferentes blocos de informação

Leonardo da Vinci - Hipertexto

Leonardo da Vinci - Hipertexto

Apesar de usarmos o termo hipertexto com maior freqüência quando nos referimos ao meio digital, é possível encontrar na literatura, no cinema e na música, sistemas de concepção e criação baseados em padrões de hipertextualidade. Encontramos também princípios de hipertexto nos estudos de Leonardo da Vinci, onde o mestre do renascimento buscava estabelecer relações entre textos, desenhos e cálculos em seus projetos. 

 O hipertexto reflete uma característica intrínseca ao ser humano que é a sua maneira de pensar e compreender o mundo que o cerca através da associação de significados. Não aprendemos de maneira linear acumulando conteúdos seqüencialmente, aprendemos estabelecendo relações entre eles.

 Podemos considerar como o marco fundamental na compreensão de modelos de hipertexto o experimento que o cientista militar americano Vannevar Bush idealizou após a Segunda Guerra Mundial e que foi por ele chamado de MEMEX (Memory Extension).

 Apesar de nunca ter sido construído, sabemos pelos estudos e desenhos do autor que o MEMEX era um mecanismo que recebia conteúdo de texto datilografado em um teclado, imagens registradas por micro-fotografia e sons captados por um microfone. Todo este conteúdo era indexado pelo sistema de maneira que o usuário pudesse posteriormente estabelecer links de associação entre eles. Um computador multimídia analógico!

 Bush publicou, em julho de 1945, um artigo na revista The Atlantic Monthly com o título As We May Think (http://www.theatlantic.com/magazine/archive/1969/12/as-we-may-think/3881), texto fundamental para a compreensão do atual processo de comunicação na web.

Memex - Vannevar Bush

Memex - Vannevar Bush

A palavra hipertexto surge pela primeira vez em 1963 com Ted Nelson (Theodor Holm Nelson). Nascido em 1937, este filósofo norte americano é o  idealizador do projeto Xanadu (http://www.xanadu.com) que tinha por objetivo criar uma criar uma rede de computadores com interface de comunicação simples e acessível.

Algumas das idéias de Nelson foram aproveitadas por Tim Berners-Lee nos anos 90, quando da criação do protocolo HTTP e da linguagem HTML. E a partir do HTML é uma história que você já conhece 🙂

Observação : Este artigo foi publicado por mim originalmente no Quadro dos Bemóis