Soyuz Pular para o conteúdo

Laika, mascote da Soyuz

Blog

23 de março de 2011 / cbachini

Keep on coding in the free world

, , , , , , , , ,

Komodo

Komodo

Na Soyuz buscamos usar software livre. Não por uma questão politica, mas por uma questão econômica. Software livre, ou simplesmente gratuito (não necessariamente sinônimos, vide http://www.fsf.org/about/what-is-free-software), sempre é uma opção mais inteligente. Não quero dizer com isto que não usamos Windows ou Mac. Pelo contrário. Windows é nosso sistema operacional padrão, por motivos óbvios: precisamos estar conectados com a realidade das pessoas que usam a web.

Mas, posso dizer com toda a experiência desses quase 20 anos de desenvolvimento (desde o Basic no Apple II e MSX, revelando a idade…) : para desenvolver para qualquer linguagem decente, não é preciso gastar nenhum centavo.

Por exemplo: aqui, há muito tempo, o editor de código padrão é o Active State Komodo Edit. O espetacular nesta ferramenta está na correção de código em tempo real. Você vai fazendo uma burrada e de repente um traço vermelho, como do Word, aparece pra você. Fantástico. Poupa horas de debug. O auto-completar em tempo real também é incrível. A única desvantagem da ferramenta é que demora um pouco pra carregar, já que é baseada no framework do Firefox. Já usamos, por muito tempo o Notepad++, que também é ótimo por ser extremamente enxuto. Mas as vantagens práticas do Komodo são imbatíveis.

Sendo assim, as ferramentas básicas de desenvolvimento na Soyuz são: Wamp Server, que instala o PHP, Apache e MySql com uma configuração realista; o Komodo, já cantado em verso e prosa por toda sua beleza; e o GIT; sistema de controle de versão apoiado por Linus Torvalds que diverte do netinho ao vovô. De resto, todos os browsers relevantes são gratuitos. No Firefox não pode faltar o Firebug. E, se precisar de uma máquina virtual para testar o nefasto Internet Explorer 6, usamos o Virtual Box, quase milagroso de tão eficiente. Para os desenvolvimentos esporádicos, Ruby, Python, Lua e Codeblocks para C++. Para Android e Java, o pesado Eclipse. Finalizando, quando se trata de visualização de dados, o Processing é a plataforma, sem discussão. Saldo total: nenhum tostão gasto. Até para desenvolver em .Net a Microsoft disponibiliza o Visual Studio Express para download.

Indo mais longe: se você tem uma máquina mais velha, que tal ressuscitá-la e deixá-la novinha e pronta para o desenvolvimento? É o que fiz nesta máquina que estou usando agora. É um laptop HP Pavilion ze2000 de 2006, com 1G de memória. É um Sempron. Estava largado, o coitado. Com Windows, mal dava pra abrir dois programas, já abria o bico. Então, meus amigos, Ubuntu nela! E o milagre acontece! Uma maquina nova, com tudo que um desenvolvedor precisa. A diferença é que, rodando Firefox 3, Firefox 4, Chrome e Opera – todos ao mesmo tempo – não fez nem cocegas. Saldo utilizado: 30% de RAM, 15% de CPU. Para codificar, uso o VI, que assusta um pouco mas não morde e é tido por muitos como o melhor editor de código que existe. Não sei se é o melhor, mas quebra um baita galho. De resto tudo é fácil de instalar. Quer a receita do bolo? Ai vai:

  1. Baixe a ultima versão do Ubuntu Desktop e instale normalmente;
  2. Instale o LAMP, ou seja, Apache, MySQL e PHP:

    sudo apt-get install lamp-server^

    Não esqueça do ^ no final, que indica a instalação de um pacote de aplicativos

E pronto! Para complementar, se você não tem muita intimidade com o APT, pode ir no gerenciador de pacotes Synapitic e instalar outros browsers e ferramentas. Lembrando que o Linux é uma das melhores plataformas pra desenvolver em Rails e outros MVCs como Django ou web2py, além ser uma simulação muito realista do que vai acontecer no servidor do seu host.