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13 de junho de 2012 / Fábio Flatschart

O fim da era dos plugins

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Real Player

Real Player

Quando começaram a aparecer em 1990, os browsers não eram capazes de reproduzir nenhum tipo de mídia, exceto texto. A possibilidade de inserção de imagens foi um marco importantíssimo e o GIF Animado reinou muito tempo como a mais incrível possibilidade criativa da Web.

Arquivos de áudio e vídeo podiam ser oferecidos em links para serem “baixados” e reproduzidos pelos players nativos dos sistemas operacionais (nada de rodar no browser) e além disso, as limitações de acesso e de largura de banda contribuíam para tornar estas experiências nada ricas do ponto de vista do usuário. Certamente não incluímos aqui o uso, hoje considerado bizarro, de sons de fundo em formato MIDI 🙂

Essa limitação, aceita com naturalidade por algum tempo, começou a seriamente questionada quando da democratização do acesso, da melhoria de banda e do crescimento da internet como canal de negócios. Por que não incorporar sons, vídeo e interatividade à navegação? A resposta viria com os plugins…

Em 1995, a RealNetworks lança seu player (reprodutor) de áudio, o RealAudio que permitia a reprodução de arquivos sonoros em seus formato proprietários : RA e RAM.

Impossível não falar em plugins e player multimídia sem citar Macromedia e Shockwave. Desenvolvido para o browser Netscape o Shockwave Player em 1995 possibilitava a distribuição de animações e conteúdo interativo desenvolvido com o software Macromedia Director para visualização no browser

O RealVideo que viria em 1997, permitia o streaming de vídeos compatíveis com o padrão H263. Mais tarde, RealAudio e RealVideo se fundiriam no RealPlayer.

Nascido na Macromedia em 1997 e incorporado pela Adobe em 2005 o Flash Player foi uma revolução na distribuição de de conteúdo multimídia na Web, nascido para exibir animações vetoriais o, formato SWF (Shockwave Flash) em pouco tempo torno-se referência na criação de aplicações ricas para Internet ( RIA ) e para demandas que envolvessem jogos, streaming de vídeo e áudio e interfaces gráficas interativas.

A Apple com o QuickTime e a Microsoft com o SilverLight também aventuraram-se no universo dos plugins Web, mas sem o mesmo sucesso do Flash Player.

O crescimento assustador do universo Mobile e movimento das empresas na busca por soluções abertas e nativas dos browsers marcam o declínio da era dos plugins.

Ah! Sempre importante relembrar: Não, não foi o Steve Jobs que matou o Flash. Assim como toda tecnologia, o Flash Player está cumprindo o seu saudável ciclo de vida no qual novas soluções nascem, crescem, amadurecem, mesclam-se com as já existentes e um dia acabam sendo substituídas.

 Com o amadurecimento do HTML5 começamos a nos distanciar cada vez mais deste universo formado por elementos como <applet>, <embed> e <object>, necessários para incorporar funcionalidades multimídia aos browsers e nos aproximamos de uma nova era, a era da multimídia nativa onde plugins não são mais necessários e o carregamento, processamento e controle passa a depender do browser e não mais  de soluções proprietárias de terceiros.

Isso não significa que softwares gráficos de criação e produção multimídia interativa como o Flash irão desparecer, pelo contrário, evoluirão. Cada vez mais o mercado demandará por novas ferramentas de autoração baseadas em padrões abertos que oferecem soluções compatíveis com a evolução das linguagens de marcação, de estilo e de comportamento.

Ganhamos velocidade e acessibilidade. Ganhamos uma Web aberta, ubíqua e semântica: The Open Web Platform.