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13 de maio de 2012 / Fábio Flatschart

SEO, Semântica e HTML5

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SEO, Semântica e HTML5

SEO, Semântica e HTML5

Falar em revolução digital em 2012 pode parecer tocar em assunto do século passado, mas muitos de seus efeitos ainda não foram totalmente assimilados como, por exemplo, a mudança do vetor de marketing: Não é a empresa que procura o cliente, agora é o cliente procura a empresa. É a chamada Era da Busca!

Este comportamento faz com que a procura das informações seja uma importante interface de relacionamento com as marcas e com as empresas, é nela, na busca, que começa o encantamento ou a decepção com produtos e serviços.

O ato da busca nos traz um bombardeio de informações e de possibilidades de escolha que nos levam a viver em mundo de nichos e tribos no qual as infinitas opções não nos fazem mais felizes, mas muitas vezes nos levam a um universo de insegurança e individualismo.

O papel dos mecanismos de busca cresce em importância à sombra deste paradoxo*, eles são o nosso guru desbravando os segredos das esferas de informação.

Cada umas destas infinitas esferas é composta de infinitas subesferas que estão na extremidade da cauda longa**, esperando para serem descobertas, segmentadas, filtradas e organizadas para que possam retornar o que é mais relevante dentro de cada contexto.

Neste panorama as estratégias de otimização de conteúdo (SEO – Search Engine Optimization) para que os mecanismos de busca desempenhem esta tarefa tornam-se parte obrigatória da estratégia das instituições, sejam elas uma grande multinacional ou um pequeno negócio local.

Os fundamentos e procedimentos técnicos são fundamentais neste processo, mas não conseguem responder às todas as necessidades por que:

  • Não existe uma receita única e universal
  • Não existe uma fórmula exata e estanque
  • SEO não pode estar desvinculado da inteligência de marketing
  • Não existem técnicas definitivas para indexação de conteúdos sociais e ubíquos.

Estas perguntas exigem um tratamento especial da informação, uma análise que procure estabelecer a relação entre palavras, frases, sinais,códigos, símbolos e aquilo que eles representam : A Semântica.

A Semântica é o estudo dos significados e está presente na linguística, ciência, literatura, música e também na WEB.

Todo conteúdo publicado na Web pode, teoricamente, ser interligado semanticamente pelos seus significados. Quando os dispositivos entenderem totalmente o conteúdo inserido e exibido neles, poderão oferecer soluções que hoje ainda não são possíveis. Nós estamos ensinando o sistema a pensar, ensinando às máquinas a hierarquia do conteúdo :

Dados > Informação > Conhecimento > Inteligência

Os mecanismos de busca anseiam, agradecem e retribuem todas iniciativas que levam à uma marcação semântica do conteúdo, é aí que entra o HTML5.

Esta nova especificação introduz novos elementos orientados para auxiliar no desenvolvimento web baseado em padrões compatíveis com todos dispositivos, na marcação semântica do código, na manipulação de elementos do CSS e do JavaScript através da definição de APIs da arquitetura Web.

Pelas características modulares do seu desenvolvimento, as empresas, fabricantes dos navegadores, desenvolvedores, designers e usuários não necessitam aguardar a especificação final da linguagem para colocá-la em uso.

É certo que estamos na pré- história da web, estamos todos engatinhando, mas este discurso de que “tudo é novo”  e de que “não estamos preparados” muitas vezes escondem uma imobilidade e uma falta de visão estratégica por parte das empresas que se recusam à enxergar uma web aberta, acessível, semântica, ubíqua e economicamente viável : The Open Web Platform.

Na apresentação abaixo, realizada no Senac de São José dos Campos durante o Road Show TI Experience 2012, mostro os principais recursos semânticos do HTML5, suas implicações com SEO e tento ampliar alguns caminhos. Fica o convite para clicar e, se gostar, compartilhar 🙂

* SCHWARTZ, Barry. O Paradoxo da escolha: por que mais é menos. São Paulo: A Girafa Editora,2007
** ANDERSON, Chris. A cauda longa: do mercado de massa para o mercado de nicho.Rio de janeiro, Elsevier,2006